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A errante jornada do inimigo

Ontem assisti ao filme “O Exorcismo de Emily Rose”, e aconselho a todos que gostam do gênero. Me surpreendi pois foi o primeiro filme de terror bem-intencionado que já vi, apesar de ter cenas fortes de possessão, acima deste sensacionalismo existe a vontade de contar uma história real, aliás, o único caso de possessão aceito por um Júri em um tribunal de justiça no mundo. Sei que é difícil crer nestas coisas e mesmo crendo é difícil falar ou escrever uma vez que já se faz tanta palhaçada com este tema, porém eu me arrisco.

Diversos textos bíblicos revelam a existência de um inimigo, adversário, anjo-mal, tentador, acusador, enganador e muito mais. Um ser não-humano, segundo alguns teólogos um anjo caído, talvez Lúcifer seria seu nome, um anjo que usou de sua liberdade para escolher uma vida longe de Deus. Na verdade isto está em um texto muito complicado de Isaías, onde não se sabe bem de quem estão falando, por isso mais uma vez nós humanos ficamos tateando no escuro sobre a verdade das coisas.

O fato é que sempre tive uma queda pelos vilões das histórias, mas este vilão-dos-vilões me amedronta de verdade, pelo que entendo não existe nenhum resto de bondade ou esperança, sua escolha foi consciente e eterna. Sua jornada é uma não-jornada, não existem objetivos, apenas contra-objetivos. Saiu à procura de um outro lugar, um outro reino, não encontrando nada voltou sem missão, apenas com a des-missão de contrariar a verdade, a bondade e a luz. Como humanos não é tão difícil entender o errante-dos-errantes, pois como humanidade somos errantes, caídos, porém este de quem vos falo foi até o limite, raspou o fundo da panela, nunca encontrou paz e pelo jeito nunca a quis.

O que realmente não gosto é de toda palhaçada com este tema, pois quem é cristão de fato, inegávelmente crê nesta "persona non grata", e o que se vê hoje em dia é muita gente brincando com fogo, quando na verdade o assunto é dos mais sérios. Respeito é bom sempre, principalmente tratando-se de algo que nos torna tão pequenos e leigos. Em minha vida devo admitir que só consegui dar valor à luz quando me deparei com as trevas. As trevas nos ensinam e nos mostram a beleza da verdade. As trevas e o seu precursor nos fazem sentir saudades da luz e do aconchego do Bom-Pastor e assim mais uma vez, até mesmo o pai-dos-errantes, faz contra toda sua força, destreza e vontade, A Vontade de Deus.

Sendo assim, a quem temeremos?
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1 comentários :

  1. Tomas Sniker25.4.07

    O Errante dos errantes, vivendo eternamente sem paz...
    Concordo com vc, existem certas coisas com as coisas não se brinca... e se possível, nem se olha atentamente...
    A verdade é que sem Cristo nós não teríamos a menor chance...
    Abraço Lucas... belo texto...

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