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Pipas e ideais

No último feriado resolvi concretizar um sonho que tive lá pelos 16 anos, no qual me imaginei em um parque todo gramado, empinando pipa com meus filhos. Uma bonita visão de pai de família, aos moldes de propaganda de plano de saúde, com direito a câmera lenta e tudo mais. Então coloquei Davi e Vitor no carro, munido com uma pipa e meu jovem-velho espírito idealista.

Resultado? Um banho de realidade inundou o ideal, o Davi estava mal-humorado e o Vitor nem olhou pra pobre da pipa que mal voou. Por que? Na vida real o vento vem na direção oposta, bate na nuca, despenteia o cabelo, a linha da pipa enrosca na árvore, a fralda precisa ser trocada e o ideal se torna algo distante e definitivamente utópico.

Pessoalmente, este ano tem me levado a deixar de ser tão idealista em todas as áreas da vida, sentimental, familiar, profissional e espiritual. Estou aprendendo que sobra pouco espaço pra ideais nesta embarcação chamada: Realidade. Os idealistas, como eu, podem viver frustrados caso não admitam esta verdade. Enquanto os espertos, os administradores, os políticos e porque não, os corruptos, surfam com habilidade nas ondas desta “vida como ela é”.

Vou parar de vislumbrar a família, o trabalho, o país, a igreja e o mundo ideal. Me proponho a trabalhar com princípios e os pés bem firmes no chão. Sabendo que os aviões podem cair e caem, os filhos podem errar e erram, a esposa pode ter dor de cabeça e tem, e o chefe pode ser um mala e é. Assim, poucas coisas vão conseguir me decepcionar e me fazer desistir dos meus mais altos ideais. Ou seja, não vou mudar nunca!

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