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Bom dia Quebrantamento!

Cada fase da vida tem suas peculiaridades. Em 2008 completei 30 anos, em 2009 foi a vez da Ju, minha esposa. Saímos para comemorar e, enquanto os meninos se divertiam nos brinquedos, conseguimos conversar sobre algumas destas peculiaridades. Entre um pedaço e outro de pizza, concordamos que a fase dos 30 é um momento de definições, pois apesar de sermos jovens para os idosos e "Tios" para os jovens, é indiscutível a verdade que somos adultos. O corpo não irá mais passar por mudanças revolucionárias. Se estamos acima ou abaixo do peso, não há desculpas, só cabe a nós controlarmos.

Na vida adulta as circunstâncias ficam mais nítidas e o que se tem para fazer não deve ser protelado. Enquanto os jovens normalmente esperam o futuro acontecer e a galera da terceira idade relembra o passado, nós adultos vivemos no tempo que se chama hoje. Mas esta fase nos prega algumas peças, talvez pelo fato de nos sentirmos prontos, aptos e preparados. Podemos ver a vida com total nitidez e também, vez ou outra, nos surpreendermos com uma cegueira aguda, totalmente incapazes de ver nossos próprios erros.

Refletir sobre isso me levou diretamente a um dos mais importantes homens da fé cristã. Paulo, que bem antes de ser o São Paulo, foi também Saulo, um homem vivido, letrado e bem posicionado entre os seus contemporâneos. Alguém que com certeza se considerava maduro, apto e pronto para a vida. Um homem certo de que caminhava na direção correta. Até se ver prostrado diante de uma forte luz questionadora, chamada Jesus. Luz essa que o cegou. Três dias, sem comer, sem beber e sem ver, para poder enxergar no escuro de sua mente o quanto ele estava cego. Para poder ver o quanto aquele adulto ainda devia crescer. Três dias cego, vendo aquele adulto sendo estraçalhado em sua frente juntamente com todo seu orgulho, vaidade e valor.

Desta forma a Luz, que é o caminho, tem trabalhado na vida de seus seguidores, mostrando o quanto ainda não estamos prontos, o quanto ainda podemos melhorar. Nada de super-crentes avivados ordenando ao céu e ao inferno. Pelo contrário, discípulos acostumados com a rotina do quebrantamento, da humildade e da entrega. Pois quando estamos fracos é que somos fortes e quando estamos cegos, aí então estamos vendo.

Transformai-vos!
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