Black Friday ou Thanksgiving

A tal Black Friday chegou de novo aqui nas terras Tupi e mesmo com todo receio de que o Brasil vai sucumbir, financeiramente, em 2015, todos nós fomos às compras, seja na internet, seja nas antigas e ultrapassadas lojas físicas com seus inconvenientes vendedores.
Lá estava eu e a patroa, em um Shopping de Campinas, tentando filar algum super desconto. Com uma superficial olhada nas lojas, já é possível entender que não há nada de super na sexta-feira negra do Brasil. São as mesmas promoções de sempre, na qual a margem de lucro dos lojistas fica bem protegida da voracidade dos consumidores.

Cada consumidor tem seus nichos de consumo. Os meus são os eletroeletrônicos e produtos de informática. Smartphones, Televisores, Notebooks, Ultrabooks e toda sorte de brinquedos desta categoria. Como os gostos da patroa já são outros, resolvemos nos separar para a caçada ser mais produtiva.
Pescoçando em uma loja repleta destes aparelhos, encontrei um notebook na medida e com algumas centenas de Reais de desconto. Era a minha chance! Tudo estava ao meu favor.
Foi quando a pergunta chata brotou na mente como um alerta do Windows: - Você realmente precisa deste negócio?
- Sim, eu preciso! – respondi prontamente.
- Meu notebook está velho e logo vai pifar. – argumentei.
- Ele está funcionando e muito bem! – a voz retrucou.
- É verdade. Não preciso dele agora.
Que desilusão! Eu não precisava do notebook. Diante disso, comecei andar na mesma loja à procura de algo que eu precisasse.
- Um celular novo e mais potente?
- Não precisa.
- Uma televisão maior, com certeza?
- Não precisa.
Um aparelho de som?
- Não precisa.
A constatação de que eu não precisava de nada foi estranha. Me senti anormal. Sentei em um banco no centro de uma praça de Conveniência do Shopping, degustando aquele sentimento de frustração e anomalia que me levou direto à única coisa que estava me faltando naquele momento:
- Gratidão!
- Isso mesmo. Ser grato por não precisar de nada!
Aquela sensação de ter rodado todo mundo em busca do Santo Graal, quando o Graal estava debaixo do nariz.
Estava comigo um processador de legumes que a Ju comprou na promoção e também uma garrafa de água mineral ainda cheia.
- Estou com sede.

Bebi a água e nada mais me faltava.

... Não me envolvo com coisas grandiosas nem maravilhosas demais para mim.
De fato, acalmei e tranquilizei a minha alma. Sou como uma criança recém-amamentada por sua mãe; a minha alma é como essa criança.
Ponha a sua esperança no Senhor, ó Israel, desde agora e para sempre!
           Salmos 131:1-3

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2 comentários :

  1. Anônimo3.12.14

    Senti-me muito bem lendo este texto. Realmente, não precisamos muitas coisas para sermos felizes e estarmos em paz, com o coração grato a DEUS.

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  2. Anônimo6.12.14

    Já estava pensando que eu fosse um alienígena ��. Esse vazio que o mundo tem eles preenchem com o consumismo. Jesus tirou meu vazio. Gloria a Deus!!

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