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Oh Tempo rei!?

Há cerca de 2.730 anos, Acaz foi rei de Judá.
Ele reinou apenas uns 16 anos que foram atribulados por muitas batalhas e invasões. Neste mesmo período, Isaías foi profeta e no meio de uma destas tribulações, na eminência de uma invasão inimiga, Deus envia a Isaías esta mensagem a respeito do Messias, mais conhecido como Cristo Jesus:

Por isso o Senhor mesmo lhes dará um sinal: a virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e o chamará Emanuel. - Isaías 7:14

Fico a imaginar o semblante do Rei Acaz após ouvir aquelas palavras de Isaías.
Uma virgem? Um menino? Como? Quando?
Ora, quando! Daqui há apenas 750 anos. Não, Isaías não recebeu essa informação, mas se tivesse recebido, Acaz poderia questionar: O que isso tem a ver comigo? Estarei morto daqui há algumas décadas. Todos nós estaremos!


Reestudar sobre este momento histórico, me fez refletir novamente sobre o tempo de Deus em relação ao nosso tempo. Setecentos e cinquenta anos! O que é a nossa vida dentro deste tempo de espera entre uma das muitas promessas messiânicas e a sua concretização na história? Mais do que isso, como Deus vê nossa vida diante de sua eternidade? Como ele vê nossos poucos anos de existência? Nosso surgimento? Talvez, como um acender e apagar de luzes em uma árvore de Natal, numa sala de estar. Qual é o valor do acender efêmero de uma destas luzes para a mente do Criador?

Por quatrocentos anos, entre o Velho Testamento e o Novo, Deus cessou qualquer profecia. Ele se calou por 4 séculos, período em que milhares de vidas acenderam e apagaram às cegas por este mundo escuro, repleto de domínios de reis tiranos e devastadores. As luzes acendiam e apagavam, presas ao tempo: o mais tirano de todos os reis. - Tempo Rei! Oh Tempo Rei! Oh Tempo Rei! - diz o poeta Gilberto Gil.

Porém, depois de muitas luzes, o verdadeiro Rei chegou e veio menino, preso ao tempo como nós. Experimentou, no tempo nosso, a fragilidade da vida humana. O acender físico da juventude e o despertar da consciência adulta. Experimentou com seus pais a imparcialidade do tempo em nos envelhecer. Provou dos dias e das horas finitas e foi filho do homem, como só um Deus poderia ter sido. Ele esteve entre nós por pequenos trinta e três anos e se foi. Hoje, livre do tempo, solto na eternidade atemporal de sua existência, mas com a experiência de nosso frágil acender e apagar.

"Ele estenderá o seu domínio, e haverá paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, estabelecido e mantido com justiça e retidão, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isso". - Isaías 9:7

Quanto tempo mais para cantar esta canção por completo?
Quantos séculos ou milênios ainda passarão até que a profecia se cumpra por completo?
Quantas luzes acenderão e apagarão até que haja paz sobre Israel e todo mundo?

No primeiro capítulo do livro de Atos há o registro de que os discípulos de Cristo lhe questionaram sobre isso. Nesta ocasião Jesus deu a seguinte resposta:

"Não lhes compete saber os tempos ou as datas que o Pai estabeleceu pela sua própria autoridade. - Atos 1:7

Sendo assim, ficamos aqui, cravados no tempo, aguardando a renovação de todas as luzes, acessas e apagadas, em Cristo Jesus, nosso Senhor.
...



"Tempo rei, ó tempo rei, ó tempo rei
Transformai as velhas formas do viver
Ensinai-me, ó Pai, o que eu ainda não sei"
Gilberto Gil

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