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Raiz de amargura

A alma humana aprende, se transforma e avança por meio de metáforas. Novos conceitos são agregados por este recurso valioso da linguagem. O apóstolo Paulo fez muito uso das metáforas em suas cartas às igrejas do primeiro século. Uma delas me chamou a atenção nos últimos dias. A metáfora da raiz de amargura, registrada na carta aos Hebreus:

“Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem.” Hebreus 12:15

Nesta metáfora, o jardim representa a própria vida pessoal e social, na qual cultivamos uma variedade de plantas. Flores que nos trazem cor e alegria, frutos e vegetais que nos trazem sustento e saúde. Porém, entre estas plantas, Paulo nos adverte que podem surgir plantas inúteis que não trazem alegria, muito menos saúde. Elas não nos dão nada e ainda tomam as forças das plantas que nos fazem tão bem.

Estas ervas daninhas crescem rápido. Um amigo que nos ofende ou nos ignora. Muitas vezes um simples ato mal compreendido. Algo que começa pequeno, mas que acaba crescendo rápido porque acaba sendo nutrido por nossa energia psíquica. A mesma água que hidrata as plantas boas, acaba sendo usada para nutrir estes maus pensamentos, essas amarguras bobas, muitas vezes sem fundamento algum. Porque é assim que essas amarguras são, elas possuem raízes pequenas, porém, crescem e podem tomar conta do jardim, transformando uma alma produtiva e talentosa em algo feio, rancoroso, cheio de amargura e tristeza. Aquilo que começou inofensivo acaba tomando conta do jardim da vida.

Paulo nos recomenda que elas sejam retiradas rapidamente. Para isso, é preciso ter zelo pelo jardim, pela própria alma. É preciso ter um olhar cuidadoso, que detecta esses brotos ainda pequenos. É preciso jogá-los fora. É preciso deixar de dar importância a eles. É preciso perdoar a culpa projetada no outro, mesmo quando o outro nem sabe que te feriu. É preciso relevar e perdoar. A própria alma é responsabilidade pessoal e não de seus amigos e parentes. Cada um de nós é mordomo de seu jardim pessoal. Mordomo porque Deus é o dono da vida, mas é responsabilidade nossa zelar por este jardim.

As raízes de amargura precisam ser retiradas, as ofensas reais ou imaginárias, provenientes de fatos concretos ou de neuroses pessoais, precisam ser queimadas pelo fogo. Só desta forma, as plantas que nos alegram e nos sustentam poderão crescer livres. Só assim, nossa vida será alegre, produtiva e radiante, como todo jardim de Deus deve ser.
Cuide bem do seu jardim.
Transformai-vos!



Faça o seu próprio lago - Deixe fluir
Lance sementes para germinar
Faça sua própria pausa
Deixe-as crescer

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