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Nada mais importa - Parte 1


- Shemá! - disse o pastor, ao chamar as crianças para o Culto Infantil. Depois disso, explicou o termo falando sobre a obrigação que nós cristãos temos de transmitir a mensagem do Reino de Deus aos nossos pequenos, às novas gerações. Naquele momento uma luz de alerta acendeu em minha mente. Meus filhos precisavam ouvir sobre o Reino de Deus pela minha boca. Naquele momento, refleti que temos ensinado muito sobre o passado do Reino, com as histórias bíblicas do Velho Testamento e por outro lado também temos falado muito sobre o futuro do Reino, a volta de Cristo e o julgamento final, porém, temos falado pouco sobre o Presente do Reino e nossos deveres como cidadãos deste outro mundo. Esta lacuna tem formado uma geração de cristãos que, ou são extremamente conservadores e alienados, ou são totalmente secularizados e libertinos. Ambos os grupos são cristãos que não compreenderam sua dupla cidadania. Não entenderam a obrigação que temos, como súditos deste Reino, de viver com os pés neste mundo e a mente no mundo de Deus. Também não aprenderam que a ordem atual do Reino de Deus nos move a uma vida de santidade ativa, onde o que fazemos ou deixamos de fazer tem o propósito final de anunciar este Reino, pois somos representantes e embaixadores, como diz Paulo em sua primeira carta aos Coríntios. Desta forma, ser santo significa viver de modo funcional para o Reino, como cristãos Téleios (completos), que entenderam sua cidadania celestial e suas demandas contemporâneas. Ser santo e perfeito, não compreende ser puro e impecável, mas ser útil e frutífero para o Reino de Deus, neste reino terreno, neste momento histórico.

Durante esta reflexão, me dei conta das incontáveis vezes que, em estudos bíblicos, chegamos de modo coletivo na conclusão de que ainda não exercemos esta cidadania celestial, pelo simples fato de não darmos ao Reino de Deus o valor que lhe é devido. É como se nossos olhos estivessem vendados pelas demandas de nossas vidas seculares, a ponto de não conseguirmos visualizar o brilho sem par deste Reino para o qual fomos comprados pelo sacrifício de Cristo na cruz. Ficamos, então, nesta fronteira entre uma vida cristã secular e aquela vida cristã madura, funcional e relevante para a qual fomos chamados.

Foi aí que pensei como poderia explicar a importância do Reino de Deus aos meus filhos e me lembrei do filme Monstros S.A. da Pixar, protagonizado pelos simpáticos monstros Mike e Sullivan. Me lembrei de uma cena específica que sempre me chamou atenção, na qual Sullivan se dá conta de seu propósito naquela narrativa:

Sullivan: Nada mais importa agora!
Mike: Nada mais importa?! Mas Sullivan, e tudo pelo que a gente batalhou na vida? 

Mike simplesmente não conseguiu entender porque seu grande amigo e parceiro está disposto a deixar sua carreira de sucesso e tudo pelo qual eles lutaram para salvar uma garotinha humana que apareceu outro dia em suas vidas e bagunçou tudo. Porém, Sullivan, com os olhos vidrados no nada, contempla a descoberta de seu propósito de vida e se dá conta de que nada na vida é mais importante do que viver este propósito.

Este é o espírito da coisa! Esta é a consciência que perdemos em nossa jornada cristã. A visão irrefutável de que nada é mais importante que viver o Reino de Deus aqui e agora. Nada é mais importante do que ser usado por Deus para realizar seus sonhos, seus desejos e seu plano. Esta visão descortina todas as palavras de Cristo, dando a elas um sentido funcional, atual e não só histórico ou futurista. É o Reino sendo vivido hoje, por nós cristãos. A história de Deus, o filme de Deus no qual nós somos gratos coadjuvantes.

Você consegue ver isso?
Você consegue perceber o valor do Reino?
Nada mais importa!


...
O Reino dos céus é como um tesouro escondido num campo. Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o de novo e, então, cheio de alegria, foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo.
Mateus 13:44







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1 comentários :

  1. Que Deus abençoe sua vida sempre Lucas, lhe concedendo reflexões que edificam e muito a vida dos que estão ao seu redor.
    Forte abraço!
    Anderson

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